E Tropa de Elite 2 causou seus primeiro reflexo no mercado cinematográfico. Roberto Talma, diretor de um monte de novelas e seriados, acredita que o Capitão Nascimento provou que existe sim público para o cinema nacional. E iniciou um projeto para a produção de filmes em larga escala. Mais exatamente, serão seis longas prontos em 42 meses. O projeto, pelo visto, vai ser sustentado por textos já consagrados. Dos filmes revelados, três são adaptações de peças teatrai e um de um livro.
Um deles é a adaptação cinematográfica da peça Dores de Amores. Escrito por Leo Lama, filho de Plínio Marcos, foi encenada, pela primeira vez, no fim dos anos 80. Malu Mader e Taumaturgo Ferreira deram vida ao casal protagonista que após uma mal-sucedida transa, iniciam uma discussão de relacionamento. Na DR, os papéis se invertem. Ele tem uma "crise de macho" e ela percebe o novo papel da mulher no mundo contemporâneo e nos relacionamentos. Na época foi um estouro de bilheteria, uma sensação. De acordo com o próprio Lama, "a Malu Mader era quase uma Beatle, não podia sair na rua".
Dores de Amores parece se tratar, então, de uma tentativa de levar um sucesso teatral aos cinemas, coisa que a gente sabe, nem sempre dá certo. Será dirigido por Raphael Vieira, filho de Talma, em sua estreia. Mas ele tem experiência. Já foi assistente de direção de obras como Meu Nome é Dindi. Aqui tem um blog da produção. Em seu texto de apresentação, há o seguinte trecho: "Na contramão dos filmes de favela e violência, Dores de Amores chama a atenção para o desequilíbrio....". Esse afirmção de que filme brasileiro é só favela e violência - como se isso fosse uma verdade absoluta e, mesmo se fosse, ruim para a produção cinematográfica - me dá uma preguiça monstruosa. No filme, Milhem Cortaz deve ser uma das metades do casal.
Nos próximos posts, um pouco mais sobre os outros filmes.